5 dicas para tornar o divórcio amigável

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 Vocês viveram momentos felizes, de encontros e trocas. Mas a relação ruiu, se esgotaram as possibilidade de conciliação. O casamento chegou ao fim e o caminho é a separação.

 

 

Num processo como esse, há diversas questões práticas a serem resolvidas. Questões que envolvem aspectos jurídicos e técnicos como partilha de bens, guarda dos filhos, pensão alimentícia. Há também aspectos subjetivos que precisam ser contemplados para que o divórcio, já bastante penoso, transcorra da forma menos traumática possível.

 

 

Dificilmente um casal se separa sem mágoas ou ressentimentos e esses elementos são como combustível para um embate. Quando cada um só consegue olhar para si mesmo, o fim da linha é um litígio.

 

 

Minha experiência em salas de audiência, como advogado de família, me fez perceber a importância da mediação para construição de um divórcio amigável. Aqui compartilho cinco pontos fundamentais para que esse caminho seja percorrido.

 

 

Colocar-se no lugar do outro

O exercício da empatia é bastante poderoso. É como se você saísse do seu lado da mesa e se sentasse no lugar do outro. Tentasse enxergar a situação de outro ponto de vista. Se o casal tiver filhos, é muito salutar fazer esse mesmo exercício se colocando no lugar deles. Assim, é possível entender as necessidades, as mágoas, as dores de todos os envolvidos e iniciar um caminho para encontrar soluções em conjunto. Claro que, dependendo do grau de ressentimento, esse movimento fica mais difícil. Mas ele é muito potente e funciona. Vale a pena tentar.

 

 

Nunca se esqueça de que um dia escolheu essa pessoa para estar ao seu lado

Ninguém inicia um relacionamento pensando na separação. Ninguém tem um filho pensando que irá se divorciar do pai ou da mãe dele. Mas isso, muitas vezes, acontece. Nesse momento, é importante separar a pessoa do problema. Não confundir as emoções com o cerne da negociação. Quando essa distinção é feita, é mais provável a que se chegue a um acordo sensato e que atenda as necessidades de todos.

 

 

Mantenha-se no presente

Você deve ter lembranças de bons momentos. Mas é provável que tenha também uma lista extensa de ressalvas do seu (sua) ex. É fundamental que olhe para essas questões de cunho pessoal e que cuide dos seus sentimentos. Um bom advogado é um bom ouvinte, por natureza. Mas, no momento de pensar e decidir sobre o divórcio, é preciso observar de forma prática o momento presente e tomar as decisões pautadas em fatos.

 

 

Não queira resolver tudo de uma vez

O casamento durou anos, não é producente que você queira resolver tudo em uma única conversa agora que a relação acabou. Bons acordos são construídos com paciência e calma. Caso contrário, poderá arrepender-se no futuro. Decisões tomadas no calor das emoções normalmente não são as mais acertadas.

 

 

Dar não significa necessariamente sacrificar seus interesses

Esse item talvez seja o mais delicado e o que exija mais esforço por parte de quem está se separando. Quando alguém está ressentido, machucado emocionalmente, não consegue abrir mão de nada. De ordem prática, analise suas necessidades, seja justo e ético com você e com o outro. Às vezes, as pessoas não querem fazer concessões pensando que irão perder. Mas, nem sempre, a vida é um jogo de ganha ou perde. Num processo de separação, o caminho do meio é um ótimo resultado.

 

Wagner Luiz de Andrade

Advogado

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