TRT-2ª – Justiça do Trabalho de São Paulo reconhece discriminação e determina que professora transexual seja reintegrada ao emprego

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p style=”box-sizing:border-box; outline:none!important; margin:0px0px16px; font-size:16px; line-height:24px; font-weight:400; padding:0px; letter-spacing:normal; color:rgba(0,0,0,0.87); font-family:Roboto,sans-serif; font-style:normal; font-variant-ligatures:normal; font-variant-caps:normal; orphans:2text-indent:0px; text-transform:none; white-space:normal; widows:2; word-spacing:0px; -webkit-text-stroke-width:0px; background-color:rgb(255,255,255); text-decoration-style:initial; text-decoration-color:initial; text-align:left;”Por meio de decisão da juíza Daiana Monteiro Santos, da 2ª Vara do Trabalho de Barueri-SP, uma professora teve reconhecida a dispensa discriminatória ocorrida em 2015, com direito a uma indenização por danos morais de R$ 30 mil e à reintegração ao emprego com pagamento relativo ao afastamento. Proferida no último dia 4 de setembro, a sentença deverá ser cumprida pelo colégio (empresa reclamada) até o dia 17 de setembro, no máximo.

p style=”box-sizing:border-box; outline:none!important; margin:0px0px16px; font-size:16px; line-height:24px; font-weight:400; padding:0px; letter-spacing:normal; color:rgba(0,0,0,0.87); font-family:Roboto,sans-serif; font-style:normal; font-variant-ligatures:normal; font-variant-caps:normal; orphans:2text-indent:0px; text-transform:none; white-space:normal; widows:2; word-spacing:0px; -webkit-text-stroke-width:0px; background-color:rgb(255,255,255); text-decoration-style:initial; text-decoration-color:initial; text-align:left;”A professora de filosofia L. C. procurou a Justiça do Trabalho após ter sido desligada pelo colégio A. em Osasco-SP, local em que lecionava desde 2009. Em março de 2014, após passar pela transição de gênero, o professor L. decidiu assumir a identidade feminina no colégio, o que lhe causou uma série de problemas. Passou a ser tratada com rigor excessivo pelos superiores, foi proibida de abordar questões de gênero em sala, teve aulas e salário reduzido (de R$ 6 mil para R$ 1 mil), sendo, por fim, dispensada em junho de 2015, após retorno de um afastamento médico por quadro depressivo.

p style=”box-sizing:border-box; outline:none!important; margin:0px0px16px; font-size:16px; line-height:24px; font-weight:400; padding:0px; letter-spacing:normal; color:rgba(0,0,0,0.87); font-family:Roboto,sans-serif; font-style:normal; font-variant-ligatures:normal; font-variant-caps:normal; orphans:2text-indent:0px; text-transform:none; white-space:normal; widows:2; word-spacing:0px; -webkit-text-stroke-width:0px; background-color:rgb(255,255,255); text-decoration-style:initial; text-decoration-color:initial; text-align:left;”Os autos exibem inúmeras manifestações de apoio dos alunos à decisão de L. em assumir a identidade de gênero feminina e uma citação à demissão da professora feita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Roberto Barroso durante um julgamento que abordava o tema transfobia (RE 845.779).

p style=”box-sizing:border-box; outline:none!important; margin:0px0px16px; font-size:16px; line-height:24px; font-weight:400; padding:0px; letter-spacing:normal; color:rgba(0,0,0,0.87); font-family:Roboto,sans-serif; font-style:normal; font-variant-ligatures:normal; font-variant-caps:normal; orphans:2text-indent:0px; text-transform:none; white-space:normal; widows:2; word-spacing:0px; -webkit-text-stroke-width:0px; background-color:rgb(255,255,255); text-decoration-style:initial; text-decoration-color:initial; text-align:left;”Em sua decisão, a magistrada Daiana Monteiro Santos afirma que a redução de aulas foi injustificada, resultou em impactos financeiros e também causou danos à personalidade e à saúde da reclamante, que teve afastamentos médicos por problemas depressivos e, “no momento de maior fragilidade”, foi dispensada por sua empregadora.

p style=”box-sizing:border-box; outline:none!important; margin:0px0px16px; font-size:16px; line-height:24px; font-weight:400; padding:0px; letter-spacing:normal; color:rgba(0,0,0,0.87); font-family:Roboto,sans-serif; font-style:normal; font-variant-ligatures:normal; font-variant-caps:normal; orphans:2text-indent:0px; text-transform:none; white-space:normal; widows:2; word-spacing:0px; -webkit-text-stroke-width:0px; background-color:rgb(255,255,255); text-decoration-style:initial; text-decoration-color:initial; text-align:left;”Ao reconhecer o dano moral, a magistrada afirmou que a “igualdade, para ser atendida em sua plenitude e de forma justa, deve considerar as diferenças, submetendo-as, se necessário, a tratamento diferenciado, o que se traduz na igualdade material definida por Aristóteles, 300 anos antes de Cristo”. De acordo com a juíza, a matéria em questão se refere à transição de gênero (do masculino para o feminino), de modo que o tratamento discriminatório no ambiente de trabalho, após tal mudança, importa em discriminação em razão de sexo. Nesse sentido, a distinção e exclusão praticada contra a professora violaram não apenas aspan /spana href=”http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9029.HTM” target=”_blank” rel=”noopener” style=”box-sizing: border-box; outline: none !important; color: rgb(33, 150, 243); background-color: transparent; cursor: pointer; -webkit-tap-highlight-color: transparent; text-decoration: none;”Lei nº 9.029/95/a, como também aa href=”http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm” target=”_blank” rel=”noopener” style=”box-sizing: border-box; outline: none !important; color: rgb(33, 150, 243); background-color: transparent; cursor: pointer; -webkit-tap-highlight-color: transparent; text-decoration: none;”Constituição da República/aspan /spane aspan /spana href=”http://www.ilo.org/brasilia/convencoes/WCMS_235325/lang–pt/index.htm” target=”_blank” rel=”noopener” style=”box-sizing: border-box; outline: none !important; color: rgb(33, 150, 243); background-color: transparent; cursor: pointer; -webkit-tap-highlight-color: transparent; text-decoration: none;”Convenção Nº 111 da Organização Internacional do Trabalho/a.

p style=”box-sizing:border-box; outline:none!important; margin:0px0px16px; font-size:16px; line-height:24px; font-weight:400; padding:0px; letter-spacing:normal; color:rgba(0,0,0,0.87); font-family:Roboto,sans-serif; font-style:normal; font-variant-ligatures:normal; font-variant-caps:normal; orphans:2text-indent:0px; text-transform:none; white-space:normal; widows:2; word-spacing:0px; -webkit-text-stroke-width:0px; background-color:rgb(255,255,255); text-decoration-style:initial; text-decoration-color:initial; text-align:left;”strong style=”box-sizing: border-box; outline: none !important; font-weight: 500;”Assédio moral e transfobia/strong

p style=”box-sizing:border-box; outline:none!important; margin:0px0px16px; font-size:16px; line-height:24px; font-weight:400; padding:0px; letter-spacing:normal; color:rgba(0,0,0,0.87); font-family:Roboto,sans-serif; font-style:normal; font-variant-ligatures:normal; font-variant-caps:normal; orphans:2text-indent:0px; text-transform:none; white-space:normal; widows:2; word-spacing:0px; -webkit-text-stroke-width:0px; background-color:rgb(255,255,255); text-decoration-style:initial; text-decoration-color:initial; text-align:left;”De janeiro a agosto de 2018, a Justiça do Trabalho de São Paulo recebeu 8.548 reclamações envolvendo situações de assédio moral. O número é 61% menor que o mesmo período de 2017, quando ainda não vigorava a reforma trabalhista. Amplamente divulgada, a transfobia é a discriminação contra a identidade de gênero de transexuais e travestis, e na esfera trabalhista configura como um dos exemplos de assédio moral. A discriminação contra o empregado em razão da cor da pele, do sexo, da religião, de suas compleições física, entre outros, também podem resultar em punição em um processo trabalhista. Na 2ª Região, o levantamento estatístico dos casos recebidos se concentra no tema assédio moral e não em suas variadas espécies.

p style=”box-sizing:border-box; outline:none!important; margin:0px0px16px; font-size:16px; line-height:24px; font-weight:400; padding:0px; letter-spacing:normal; color:rgba(0,0,0,0.87); font-family:Roboto,sans-serif; font-style:normal; font-variant-ligatures:normal; font-variant-caps:normal; orphans:2text-indent:0px; text-transform:none; white-space:normal; widows:2; word-spacing:0px; -webkit-text-stroke-width:0px; background-color:rgb(255,255,255); text-decoration-style:initial; text-decoration-color:initial; text-align:left;”Processos nº 1000799-98.2015.5.02.0202 e 1001702-59.2017.5.02.0204

p style=”box-sizing:border-box; outline:none!important; margin:0px0px16px; font-size:16px; line-height:24px; font-weight:400; padding:0px; letter-spacing:normal; color:rgba(0,0,0,0.87); font-family:Roboto,sans-serif; font-style:normal; font-variant-ligatures:normal; font-variant-caps:normal; orphans:2text-indent:0px; text-transform:none; white-space:normal; widows:2; word-spacing:0px; -webkit-text-stroke-width:0px; background-color:rgb(255,255,255); text-decoration-style:initial; text-decoration-color:initial; text-align:left;”Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região

h6 class=”contrast” style=”box-sizing:border-box; outline:none!important; font-family:Roboto,sans-serif; font-weight:500; line-height:24px; color:rgba(0,0,0,0.87); margin:24px0px16px; font-size:14px; padding:0px; letter-spacing:0.04em; opacity:0.54; font-style:normal; font-variant-ligatures:normal; font-variant-caps:normal; orphans:2text-indent:0px; text-transform:none; white-space:normal; widows:2; word-spacing:0px; -webkit-text-stroke-width:0px; background-color:rgb(255,255,255); text-decoration-style:initial; text-decoration-color:initial; text-align:left;”Fonte: TRT-2ª/h6

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